22 de dezembro de 2009

13 de dezembro de 2009

8 de dezembro de 2009

Algo que já deveria ter feito...

Com vista a criar uma bolsa de formadores no Gabinete de Estudos para a Educação e Desenvolvimento [GEED] da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo [ESE-IPVC], pretende-se recrutar professores e formadores para trabalhar em projectos de cooperação para o desenvolvimento e no GEED para apoiar e acompanhar projectos.

As áreas prioritárias, nesta fase, são:
1.Professores de Língua Portuguesa, Biologia e Matemática do Ensino Secundário e professores do Ensino Básico (1º ciclo e variantes);
2.Técnicos e docentes com formação inicial e/ou pós-graduada na área das Ciências da Educação desde que tenham experiência considerada relevante e correspondam ao perfil de formador desejado.

Os interessados deverão enviar o Curriculum Vitae, com a indicação “Candidatura a Bolsa de Formadores” no campo “Assunto”, para o e-mail geed@ese.ipvc.pt

29 de novembro de 2009

Estrela da tarde de Ary dos Santos



Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!

31 de outubro de 2009

MAYONESE E CAFÉ


Quando as coisas na vida parecem demasiado, quando 24 horas por dia
não são suficientes...Lembra-te do frasco de mayonese e do café.

Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de mayonese e esvazia-o...tirou a mayonese e encheu-o com bolas de golf.
A seguir perguntou aos alunos se o frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim.
Então o professor pega numa caixa cheia de Caricas e mete-as no frasco de mayonese. As Caricas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.
O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de mayonese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime  "Sim !".
De seguida o professor acrescentou 2 taças de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia.

Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:
'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA
A VIDA'.
As bolas de golf são as coisas Importantes:
como a familia, os filhos, a saúde, os amigos, tudo o que te apaixona.

São coisas, que mesmo que se perdesemos tudo o resto, nossas vidas continuariam cheias.

As caricas são as outras coisas que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
A areia é tudo o demais, as pequenas coisas.


'Se pomos 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as caricas nem para as bolas de golf. 
O mesmo acontece com a vida'.

Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.
Presta atenção às coisas que são cruciais para a tua Felicidade.

Brinca ensinando  os teus filhos,
Arranja tempo para ires ao medico,
Namora e vai com a tua/teu namorado/marido/mulher jantar fora,
Pratica o teu desporto ou hobbie favorito.
Haverá sempre tempo para limpar a casa e reparar as canalizações  
Ocupa-te das bolas de golf 1º, das coisas que realmente importam.

Estabelece as tuas prioridades, o resto é só areia...

Um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representava o café.
O professor sorriu e disse:
"...o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto  a vossa vida esteja ocupada,sempre haverá espaço para um café com um amigo. "

29 de setembro de 2009

SOS Cagarro no Nordeste


Geocaching: TIC e Actividades ao Ar Livre

Geocaching: TIC e Actividades ao Ar Livre
Por Tito de Morais
O tempo, por vezes excessivo, que os nossos filhos e alunos passam online, é uma preocupação manifestada recorrentemente por pais e professores. Neste artigo, descubra uma actividade online que pode ser usada em contexto doméstico e escolar para estimular uma interessante actividade ao ar livre.

Geocaching
Hoje venho falar-vos de uma forma de usar as TIC para estimular uma interessante actividade ao ar livre: o geocaching. O Geocaching é uma actividade ao ar livre na qual os participantes utilizam o GPS (Global Positioning System – Sistema de Posicionamento Global) e outras técnicas de navegação para encontrar e esconder "geocaches" ou simplesmente "caches", colocadas em qualquer local a nível mundial. Mas o que é isso de "geocaches" ou "caches"?!

Caches
Uma cache é uma pequena caixa, tipo tupperware, fechada e à prova de àgua, contendo um pequeno livro de registos (logbook) e alguns objectos tais como canetas ou lápis, moedas, bonecos ou outros objectos de baixo valor para troca.

Actividades Relacionadas
Para uns um jogo ou passatempo, para outros um desporto, o Geocaching é assim uma actividade do tipo caça ao tesouro e com pontos de contacto com outras actividades como a orientação.

Sites de Referência
As explicações acima são, obviamente, sumárias. No entanto, poderá obter informação adicional sobre o Geocaching na Wikipédia (em Português ou mais desenvolvidamente em Inglês). Recomendo ainda uma visita ao principal site de referência, o Geocaching.com, a partir do qual encontrará recursos para se iniciar e desenvolver esta actividade. Existem já diversos sites em Português dedicados a esta actividade e que funcionam como agregadores da comunidade que se dedica à mesma. Entre esses sites em Português, contam-se o Geocaching@PT, o Geocaching Portugal e um excelente guia com versão em Português produzido pela "How Stuff Works" (Como Funcionam as Coisas).

Geocaching Para os Mais Pequenos
Com a popularização do Geocaching, começam também a surgir guias e sites orientados para o desenvolvimento desta actividade com crianças, como é o caso do site GeocachingKids.Com.

Geocaching na Sala de Aula
Por fim, o mais interessante ainda é o facto de começar a haver professores que partilham as suas experiências com outros colegas sobre o Geocaching na sala de aula. A este nível, não tenho ainda conhecimento de professores portugueses que estejam a usar o Geocaching em contexto escolar. Fico à espera dos seus relatos nos comentários. Enquanto eles não chegam, deixo-lhe uma série de ligações relativos à utilização do Geocaching na sala de aula ou em contexto escolar:
A terminar, enquanto não partilha com os leitores as suas experiências no Geocaching, em ambiente doméstico ou escolar, deixo-lhe a ligação para um blogue especificamente dedicado a esta temática na educação: GPS & Geocaching in Education – integrate real world technologies into YOUR classroom instruction.

In: http://www.miudossegurosna.net/artigos/2009-09-29.html

27 de setembro de 2009

23 de setembro de 2009

7 de setembro de 2009

4 de setembro de 2009

Já o Eça dizia...

«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.»
Eça de Queiroz

21 de agosto de 2009

Festas em Poiares - Ponte de Lima


Informação Sumária

Padroeiro: S. Tiago.

Habitantes: 846 habitantes (I.N.E.2001) e 694 eleitores em 31-12-2003.

Sectores Laborais: Agricultura e pecuária, transformação de madeira, indústria têxtil, construção civil e pequeno comércio.

Festas e romarias: S. Roque, Santo António e S. Tiago (Domingo após 16 de Agosto), S. Miguel-o-Anjo (Domingo após 29 de Setembro), Senhora de Fátima e S. Sebastião (sempre após o dia 13 de Maio).

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, Cruzeiro na Capela da Senhora de Fátima, Largo de S. Roque, Quintas da Torre, dos Vianas e do Carrascal, monte da Padela e calvário da Costa da Portela.

Colectividades: Rancho Folclórico Etnográfico da Casa do Povo de Poiares, Associação Social e Recreativa de S. Tiago Maior de Poiares.

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

Com os seguintes lugares: Airão, Cal do Rego, Campo, Corvela, Devesa, Fontela, Igreja, Lagos, Lobagueira, Outeiro, Pedregal, Regadia, S. Roque, Senra, Souto e Torre, a Freguesia de Poiares, situada na margem direita do rio Neiva, está a cerca de quinze quilómetros da Vila de Ponte de Lima, a sede do concelho, e ocupa uma área de aproximadamente 591 ha. Poiares possui terras muitos férteis, em resultado dessas se encontrarem num vale privilegiado pelos cursos de água que as irrigam. Também, a floresta, faz parte integrante do seu território nos Montes que a compõem, onde se sobressai o Monte da Padela.

Os seus limites são feitos com freguesias do seu concelho e dos concelhos de Barcelos e de Viana do Castelo. Assim temos: a Norte as Freguesia de Vitorino dos Piães e Navió; a nascente as Freguesias de Freixo e Ardegão, todas de Ponte de Lima. A Sul tem-se as freguesias de Cossourado e Balugães, ambas do Concelho de Barcelos, e a Poente a Freguesia de Carvoeiro do Concelho de Viana do Castelo.

RESENHA HISTÓRICA

Ao se consultar a bibliografia acerca de Poiares, encontra-se no Livro "Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo" a seguinte resenha que ler-se na integra: «A primeira referencia conhecida a Poiares data de 1220, das Inquirições de D. Afonso II. Nelas aparece enquadrada na Terra de Aguiar de Riba de Lima, sob a designação "De Sancto Jacobo de Poiares". E citada nas Inquirições de 1258 e, nas de D. Dinis, feitas em 1290, com categoria de paróquia e freguesia, respectivamente. Nas primeiras pertencia ao julgado de Aguiar, enquanto que nas segundas figurava no julgado de Barcelos. Na taxaçao das igrejas a que se procedeu em 1320, Santiago de Poiares foi tabelada em 7O libras. No registo da cobrança das "colheitas" dos benefícios eclesiásticos do arcebispado de Braga, efectuado por D. Jorge da Costa, entre os anos de 1489 e 1493, tinha de rendimento 12 libras, ou seja o correspondente a 914 réis, em dinheiro com "morturas" e 185 réis, em dízimas de searas. Américo Costa descreve-a como vigairaria da apresentação do cónego mestre-escola da Sé de Braga. Mais tarde, teve sucessivamente abade, reitor e prior. Em termos administrativos, pertenceu, em 1839. à comarca de Barcelos e, em 1852, ao concelho e comarca de Ponte de Lima».

O topónimo Poiares como se verifica já existia antes de 1220, e há quem defenda ser de origem latina, e significar "podiu" no sentido de elevação. É uma possibilidade a ter em conta se considerarmos que Poiares se estende pelas Monte da Padela e ser muitas das vezes os locais mais elevados escolhidos para aí fazerem as suas "habitações". Na toponímia local, é curiosa a referência e permanência do lugar da Torre, motivo que poderá levar a poder-se concluir pela existência, em tempos idos, de uma torre, talvez anexa a uma casa senhorial, de origem medieval.

Faça-se particular referência que a Casa da Torre pertenceu a um notável da freguesia, o Padre António.

Estes privilégios foram abolidos pelo rei D. Dinis. Em Poiares contavam-se, pelo menos, onze.

A igreja paroquial, datada de 1746, é a obra-prima do património construído em Poiares, e justifica particular atenção.

Nesta freguesia nasceu o escritor seráfico e pregador frei Pedro de Poiares, que viria a falecer em 1678.

Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias- Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.

Retirado do site: http://www.freguesiasdeportugal.com/distritoviana/07/Poiares/historia.htm

19 de agosto de 2009

Será que o Nº 13 os vai dar azar???


Aprovado formulário de avaliação do desempenho do pessoal docente

"O regime de avaliação do desempenho do pessoal docente da Região Autónoma dos Açores foi hoje publicado em Jornal Oficial.

Devido às alterações introduzidas, o formulário de avaliação normalizado, que integra o modelo de relatório de auto-avaliação de preenchimento obrigatório, passa a ser aprovado por decreto regulamentar regional (Nº 13/2009/A de 18 de Agosto).

Durante a primeira quinzena de Setembro a Secretaria Regional da Educação e Formação conta promover acções de formação nas escolas do arquipélago para esclarecer os professores sobre o processo de avaliação, com destaque para o preenchimento do formulário.

Para o acompanhamento da concretização do regime de avaliação do desempenho do pessoal docente será criado, no prazo de 90 dias, uma Comissão de Acompanhamento. Este órgão será integrado, em paridade numérica, por representantes da administração educativa e um representante de cada uma das organizações sindicais dos docentes com assento no Conselho Coordenador do Sistema Educativo.

Esta comissão exercerá funções durante o ano escolar de 2009-2010.

Além disso, será constituído um Conselho Científico para acompanhar o regime de avaliação do desempenho do pessoal docente, emitir recomendações e pareceres.

O Conselho Científico para a avaliação do desempenho do pessoal docente é um órgão consultivo da Secretaria Regional da Educação e Formação, dotado de autonomia técnica e científica e integra três especialistas em educação."

11 de julho de 2009

Um dia cheio de aventuras!

Orientação;

Pedagogia da fé;

Geocaching;

3 de julho de 2009

Prova de Orientação

  • Data: Sábado dia 11 de Julho de 2009;
  • Hora: Concentração às 09h00;
  • Local de Concentração: Parque de estacionamento em frente ao Clube União Desportiva de Nordeste;
  • Entidade Organizadora: COSM - Clube de Orientação de São Miguel;
  • Entidades Promotoras: Centro Desportivo e Recreativo do Concelho do Nordeste e Agrupamento de Escuteiros do Nordeste;
  • Mapa da Prova: Mapa à escala de 1:10.000;
  • Distância do Percurso: O percurso tem uma distância aproximada de 2.350 metros;
  • Grau de Dificuldade: O percurso tem um grau de dificuldade reduzido para permitir a participação de pessoas com poucos conhecimentos da modalidade;
  • Objectivo da Prova: Promover a actividade física através da prática da Orientação;
  • Inscrições: As inscrições deverão ser feitas até às 22h00 do dia 09 de Julho de 2009 através do e-mail lidia979@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ou através do telemóvel 964 685 499.

2 de junho de 2009

Eu sei, mas não devia

Eu sei, mas não devia
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.

E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.

E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.

As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.

Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.

Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.

Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta,
de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colasanti

28 de abril de 2009

PmatE

Indo eu, indo eu a caminho de Aveiro (bis)
Com o Ivo e a Leandra
Ai PmatE, que lá vou eu!

14 de abril de 2009

Hoje é...

Dia Mundial do CAFÉ

31 de março de 2009

Socorro....

Socorro estou PEREsada....

29 de março de 2009

Na Terceira disseram-me...

"Os ousados começam, mas só os determinados terminam."
George Bernard Shaw

Um beijo às(aos) amigas(os) que estão "perdidos" na Terceira.
Um dia prometo voltar, nem que seja só para jantar.

Como será que correu?

1 de março de 2009

Todas as ruas do amor

Flor-de-Lis canta "Todas as ruas do amor"
Letra: Pedro Marques / Música: Pedro Marques, Paulo Pereira

Se sou tinta / Tu és tela
Se sou chuva / És aguarela
Se sou sal / És branca areia
Se sou mar / És maré-cheia
Se sou céu / És nuvem nele
Se sou estrela / És de encantar
Se sou noite / És luz para ela
Se sou dia / És o luar

Sou a voz / Do coração
Numa carta / Aberta ao mundo
Sou o espelho / D’emoção
Do teu olhar /Profundo
Sou um todo / Num instante
Corpo dado / Em jeito amante
Sou o tempo / Que não passa
Quando a saudade / Me abraça

Beija o mar / O vento e a lua
Eu sou um sol / Em neve nua
Em todas as ruas do amor
Serás meu / E eu serei tua


27 de janeiro de 2009

21 de janeiro de 2009

6 ANOS...

Cheguei ao arquipélago dos Açores a 21 de Janeiro de 2003.
Já lá vão 6 anos...

6 de janeiro de 2009

...

Meu amor, abre a janela

Meu amor, abre a janela
Que eu vou passar junto dela / Quando chegar à tardinha;
Mas não chames pelo meu nome
Porque a saudade encontrou-me / E eu posso não estar sozinha

Prendi no peito, uma flor
Que diz mais do meu amor / Do que tristezas sem fim
Mas não venhas a correr
Que ninguém deve saber / O que tu sentes por mim

E depois, não tenhas medo
Eu sei amar em segredo / E vou passar de mansinho
Sem levantar a cabeça
Para que ninguém me conheça / Tu podes não estar sozinho

Só quando a noite cair
É que me atrevo a subir / Para te pôr na lapela
A dor da minha saudade
Mas como o frio nos invade / Meu amor, fecha a janela