Nata sou eu! Café é o meu vício, a minha companhia, ... a quem eu conto algumas das minhas aventuras... Benvindos ao meu Café com Nata
1 de maio de 2013
5 de abril de 2013
MENSAGEM DE FELICITAÇÕES
Cara Amiga Yvonne,
Apesar da minha ausência no 24th Portuguese Language & Cultures Conference não poderia deixar de felicitar pelo
merecido prémio – Portuguese Academic Language Impact Award. Parabéns!
Aproveito a ocasião para dar a
conhecer um pouco do que observei e senti aquando da minha estadia por Massachusetts.
Reparei no carinho com que tu, Yvonne, falas de Portugal e o brilhozinho nos
olhos que surge quando destacas os Açores; presenciei parte do trabalho feito
em prol da Língua Portuguesa e a dificuldade que foi, e ainda é, em pronunciar
a nossa língua (sim, posso dizer a nossa língua, pois esta também por ti foi
adotada, não é verdade?).
Mas, afinal, porque julgo ser tão
merecido este prémio?
A Yvonne Domings foi e é uma
fomentadora da língua portuguesa e grande parte do seu trabalho tem sido criar condições
para o acesso e o sucesso na aprendizagem da língua de Camões. Nas nossas
discussões, no âmbito do projeto UDL-TPW (Universal
Design for Learning – Teaching Portuguese Worldwide), foi possível
vislumbrar o desejo de estabelecer redes de cooperação entre as diversas
comunidades de língua e cultura lusófona, a conceção de vários recursos
didáticos associado ao conceito UDL, respeitando a variabilidade de aprendentes,
pensando na educação de forma inovadora, criativa, flexível e significativa.
Na minha modesta opinião, desta
forma, a Yvonne Domings está a dar um contributo relevante para a união do passado
com o presente e o futuro da Língua e Culturas Portuguesas, traçando uma das
linhas orientadoras que serve de mote para esta conferência.
Roubo um pouco do vosso tempo para tecer,
de forma simples, a minha gratidão a duas mulheres presentes neste evento, pedindo
aos homens presentes que me desculpem.
Agradeço à professora Maria de
Lourdes Brasil Serpa, por me ter convidado. Congratulo-me com as palavras que
me foram dirigidas mas, infelizmente, por questões profissionais e pessoais foi-me
impossível estar presente. Esta Mulher, também, é merecedora do prémio.
Agradeço a ti, Yvonne, por todo o
empenho que tens mostrado para com esta minha pátria que é a Língua Portuguesa.
Sei que vais continuar esta luta, que é feita de desafios e obstáculos que
precisam de ser superados e espero, sinceramente, que consigas congregar os
parceiros necessários ao sucesso deste projeto. Comigo, podes contar sempre!
Alguém um dia ofereceu-me um pedaço de uma revista rasgada com a seguinte frase
de George Bernard Shaw: "Os
ousados começam, mas só os determinados terminam". Partilho-a contigo e peço-te
que a agarres. Lembra-te dela, tal como eu faço, sempre que as forças parecerem
fugir das mãos.
Por último, aproprio-me de uma frase
do Saramago: "Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo". Não
tenham pressa, pois todo o trabalho feito a favor de uma das línguas mais
faladas do mundo, é evidenciado de forma tardia mas indelével. Não percam
tempo, pois, desejo a todos a continuação de bom trabalho neste XXIV Congresso
de Língua e Culturas Portuguesas.
Nordeste, 5 de abril de 2013
Natália Barbosa de Abreu
28 de janeiro de 2013
Investigação Pedagógica
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| Trata-se, evidentemente, de uma afirmação com base empírica, reconhecidamente verdadeira, como o dia a dia cada um de nós imediatamente comprova. No entanto, há que ter em atenção que tanto a Medicina como a Pedagogia, mantendo embora essa ligação estreita ao conhecimento popular, evoluíram espantosamente no plano científico, ainda que se reconheça que esse progresso é mais evidente, mais consolidado, mais diversificado e mais suportado tecnicamente no que respeita à Medicina. Mas também no que concerne à Pedagogia se têm feito grandes progressos no domínio da construção científica, a partir dos trabalhos de investigadores que, ao longo das sucessivas gerações tudo foram fazendo para lhe retirar a base empírica que, durante muito tempo, dominou o universo dos seus conhecimentos. E é interessante notar que, no domínio da investigação pedagógica se foram consolidando e aperfeiçoando aspetos metodológicos específicos que, não se afastando embora da lógica de outras ciências sociais, lhe foram dando a condição de autonomia científica que é própria de qualquer ciência que se vai construindo. É sabido que existem diferentes formas para se chegar ao conhecimento da realidade objetiva, no domínio das ciências sociais e humanas. Uma primeira abordagem será a análise da prática do que o homem realiza nos diferentes campos; uma segunda, será proceder à recolha do que existe publicado sobre as temáticas em causa, confirmando os conhecimentos adquiridos e, também, as interrogações existentes; uma terceira, indagando diretamente o que pensam e realizam os especialistas da matéria, em termos de aferir as referências dominantes do seu pensamento e da sua ação. Estas - e porventura outras - são formas práticas e diretas de conhecer a realidade e, nessa medida, potencialmente geradoras de inquietação em quem queira ir mais além. É que, com base no conhecimento adquirido, surgem novos problemas sem resposta científica adquirida, suscitando o desejo de a procurar. A passagem desse desejo à prática é o inicio do trabalho de investigação, traduzido na procura da essência dos fenómenos a estudar, a partir do registo das suas regularidades, dos seus nexos internos e das suas relações. Mas para que a investigação pedagógica se constitua em instrumento científico suscetível de enriquecer a teoria e aperfeiçoar as práticas adotadas, ele terá de revelar uma dimensão científica conveniente, cumprindo as exigências decorrentes dessa condição. Em concreto, pode dizer-se que os trabalhos de investigação pedagógica devem, antes de mais, contar com uma fundamentação metodológica muito sólida, recolhida nos caminhos já adquiridos das ciências sociais e humanas; depois, apresentar um grande rigor científico na sua conceção, programação e execução; finalmente, assumir elevada clareza na interpretação dos dados obtidos. Só assim, independentemente do carácter de novidade que os resultados apresentem ou não, é que se pode dizer que a investigação pedagógica está contribuindo para o desenvolvimento da ciência. No domínio da Pedagogia, tem de haver um cuidado extremo na destrinça entre pensamento cientificamente construído e pensamento opinativo que, a despeito da sua base de apreciação empírica, não tem a validade daquele. Aliás, é nesta destrinça que acabamos sempre por relativizar a ideia original de que 'de pedagogo todos temos um pouco', pois que pode bem suceder a nossa pedagogia se afaste, mais ou menos, dos caminhos que a ciência aconselha. Com muita frequência, concluiremos que a investigação pedagógica confirma o nosso pensamento original; mas, uma vez ou outra, é bem certo que ela nos dirá que estamos bem distantes daquilo que um pensamento cientificamente construído pode acolher. |
21 de janeiro de 2013
13 de janeiro de 2013
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