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| Trata-se, evidentemente, de uma afirmação com base empírica, reconhecidamente verdadeira, como o dia a dia cada um de nós imediatamente comprova. No entanto, há que ter em atenção que tanto a Medicina como a Pedagogia, mantendo embora essa ligação estreita ao conhecimento popular, evoluíram espantosamente no plano científico, ainda que se reconheça que esse progresso é mais evidente, mais consolidado, mais diversificado e mais suportado tecnicamente no que respeita à Medicina. Mas também no que concerne à Pedagogia se têm feito grandes progressos no domínio da construção científica, a partir dos trabalhos de investigadores que, ao longo das sucessivas gerações tudo foram fazendo para lhe retirar a base empírica que, durante muito tempo, dominou o universo dos seus conhecimentos. E é interessante notar que, no domínio da investigação pedagógica se foram consolidando e aperfeiçoando aspetos metodológicos específicos que, não se afastando embora da lógica de outras ciências sociais, lhe foram dando a condição de autonomia científica que é própria de qualquer ciência que se vai construindo. É sabido que existem diferentes formas para se chegar ao conhecimento da realidade objetiva, no domínio das ciências sociais e humanas. Uma primeira abordagem será a análise da prática do que o homem realiza nos diferentes campos; uma segunda, será proceder à recolha do que existe publicado sobre as temáticas em causa, confirmando os conhecimentos adquiridos e, também, as interrogações existentes; uma terceira, indagando diretamente o que pensam e realizam os especialistas da matéria, em termos de aferir as referências dominantes do seu pensamento e da sua ação. Estas - e porventura outras - são formas práticas e diretas de conhecer a realidade e, nessa medida, potencialmente geradoras de inquietação em quem queira ir mais além. É que, com base no conhecimento adquirido, surgem novos problemas sem resposta científica adquirida, suscitando o desejo de a procurar. A passagem desse desejo à prática é o inicio do trabalho de investigação, traduzido na procura da essência dos fenómenos a estudar, a partir do registo das suas regularidades, dos seus nexos internos e das suas relações. Mas para que a investigação pedagógica se constitua em instrumento científico suscetível de enriquecer a teoria e aperfeiçoar as práticas adotadas, ele terá de revelar uma dimensão científica conveniente, cumprindo as exigências decorrentes dessa condição. Em concreto, pode dizer-se que os trabalhos de investigação pedagógica devem, antes de mais, contar com uma fundamentação metodológica muito sólida, recolhida nos caminhos já adquiridos das ciências sociais e humanas; depois, apresentar um grande rigor científico na sua conceção, programação e execução; finalmente, assumir elevada clareza na interpretação dos dados obtidos. Só assim, independentemente do carácter de novidade que os resultados apresentem ou não, é que se pode dizer que a investigação pedagógica está contribuindo para o desenvolvimento da ciência. No domínio da Pedagogia, tem de haver um cuidado extremo na destrinça entre pensamento cientificamente construído e pensamento opinativo que, a despeito da sua base de apreciação empírica, não tem a validade daquele. Aliás, é nesta destrinça que acabamos sempre por relativizar a ideia original de que 'de pedagogo todos temos um pouco', pois que pode bem suceder a nossa pedagogia se afaste, mais ou menos, dos caminhos que a ciência aconselha. Com muita frequência, concluiremos que a investigação pedagógica confirma o nosso pensamento original; mas, uma vez ou outra, é bem certo que ela nos dirá que estamos bem distantes daquilo que um pensamento cientificamente construído pode acolher. |
Nata sou eu! Café é o meu vício, a minha companhia, ... a quem eu conto algumas das minhas aventuras... Benvindos ao meu Café com Nata
28 de janeiro de 2013
Investigação Pedagógica
21 de janeiro de 2013
13 de janeiro de 2013
15 de dezembro de 2012
Pedro Gomes entrega lista à CPI de São Miguel
http://www.jornalacores9.net/atualidade/pedro-gomes-entrega-lista-a-cpi-de-sao-miguel/
Pedro Gomes, candidato à liderança da Comissão Política de ilha de São Miguel (CPI) do PSD entregou hoje, sexta-feira, a lista de candidatos que o acompanha na eleição direta para os órgãos dirigentes do partido, que se realiza no próximo dia 18.
A lista encabeçada por Pedro Gomes aposta na juventude e na experiência, fazendo a ponte entre a militância de base e a inserção no mundo sócio-laboral, com “um sentido de mudança”, anunciado pelo candidato, aquando da apresentação da candidatura.
Pedro Gomes candidata-se à liderança da Comissão Política de Ilha, apresentando Vasco Garcia para Presidente da Mesa da Assembleia de Ilha e José Leal para Presidente do Conselho de Jurisdição.
Entre os elementos que compõem a equipa de Pedro Gomes para a CPI, estão representantes de todos os concelhos da maior ilha açoriana. A CPI tem uma média etária de 40 anos e é composta por trinta de mulheres. Da lista candidata, fazem parte Rui Melo, bancário e autarca e Jaime Vieira, empresário e dirigente desportivo, como Vice-Presidentes; Manuel António Soares, presidente da Junta de Freguesia do Livramento e dirigente associativo, como Tesoureiro; Carlos Miguel Almeida, diretor comercial; Marta Furtado, empresária; Joana Decq Mota, advogada; Francisco Gaspar, funcionário público e presidente da junta de freguesia de Nossa Senhora dos Remédios; Paulo Silva, gestor; Anselmo Câmara, licenciado em comunicação social e presidente da Comissão Política de Ilha da JSD em São Miguel e Natália Abreu, docente do ensino secundário.
“É uma equipa que corporiza uma mudança de que o PSD necessita e que corresponde a uma ideia central desta candidatura: aproximar o PSD das pessoas”, afirma o candidato.
Além disso, esta equipa “apresenta-se de forma livre, sem responsabilidades nas decisões do passado recente do partido” e “traduz uma clara ligação à sociedade civil, sobretudo em São Miguel “ o que na ótica do candidato é o sinal mais claro de que “estamos dispostos a defender as soluções para os problemas de São Miguel num contexto regional”.
Para Pedro Gomes é, também, tempo de reconciliar o PSD com os seus militantes com vista à aproximação do PSD da sociedade.
O primeiro grande desafio é o da preparação das eleições autárquicas e para um partido com a dimensão do PSD “só há um objectivo: vencer”, acrescenta ainda.
Caso venha a ser eleito “como espero”, o candidato assegura que vai criar um gabinete autárquico para garantir a coordenação do processo eleitoral, bem como a realização de três convenções autárquicas onde serão chamados “os melhores”.
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