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13 de janeiro de 2013
15 de dezembro de 2012
Pedro Gomes entrega lista à CPI de São Miguel
http://www.jornalacores9.net/atualidade/pedro-gomes-entrega-lista-a-cpi-de-sao-miguel/
Pedro Gomes, candidato à liderança da Comissão Política de ilha de São Miguel (CPI) do PSD entregou hoje, sexta-feira, a lista de candidatos que o acompanha na eleição direta para os órgãos dirigentes do partido, que se realiza no próximo dia 18.
A lista encabeçada por Pedro Gomes aposta na juventude e na experiência, fazendo a ponte entre a militância de base e a inserção no mundo sócio-laboral, com “um sentido de mudança”, anunciado pelo candidato, aquando da apresentação da candidatura.
Pedro Gomes candidata-se à liderança da Comissão Política de Ilha, apresentando Vasco Garcia para Presidente da Mesa da Assembleia de Ilha e José Leal para Presidente do Conselho de Jurisdição.
Entre os elementos que compõem a equipa de Pedro Gomes para a CPI, estão representantes de todos os concelhos da maior ilha açoriana. A CPI tem uma média etária de 40 anos e é composta por trinta de mulheres. Da lista candidata, fazem parte Rui Melo, bancário e autarca e Jaime Vieira, empresário e dirigente desportivo, como Vice-Presidentes; Manuel António Soares, presidente da Junta de Freguesia do Livramento e dirigente associativo, como Tesoureiro; Carlos Miguel Almeida, diretor comercial; Marta Furtado, empresária; Joana Decq Mota, advogada; Francisco Gaspar, funcionário público e presidente da junta de freguesia de Nossa Senhora dos Remédios; Paulo Silva, gestor; Anselmo Câmara, licenciado em comunicação social e presidente da Comissão Política de Ilha da JSD em São Miguel e Natália Abreu, docente do ensino secundário.
“É uma equipa que corporiza uma mudança de que o PSD necessita e que corresponde a uma ideia central desta candidatura: aproximar o PSD das pessoas”, afirma o candidato.
Além disso, esta equipa “apresenta-se de forma livre, sem responsabilidades nas decisões do passado recente do partido” e “traduz uma clara ligação à sociedade civil, sobretudo em São Miguel “ o que na ótica do candidato é o sinal mais claro de que “estamos dispostos a defender as soluções para os problemas de São Miguel num contexto regional”.
Para Pedro Gomes é, também, tempo de reconciliar o PSD com os seus militantes com vista à aproximação do PSD da sociedade.
O primeiro grande desafio é o da preparação das eleições autárquicas e para um partido com a dimensão do PSD “só há um objectivo: vencer”, acrescenta ainda.
Caso venha a ser eleito “como espero”, o candidato assegura que vai criar um gabinete autárquico para garantir a coordenação do processo eleitoral, bem como a realização de três convenções autárquicas onde serão chamados “os melhores”.
25 de setembro de 2012
Geodiversidade no contexto açoriano (Diário Insular, 6.JUL.2005)
"...A vida açoriana não data
espiritualmente da colonização das ilhas; antes se projecta num passado
telúrico que os geólogos reduzirão a tempo, se quiserem...
(…)
A geografia, para nós,
vale tanto como a história, e não é debalde que as nossas recordações escritas
inserem dos cinquenta por cento de relatos de sismos e enchentes. Como as
sereias temos uma dupla natureza: Somos de carne e de pedra. Os nossos ossos
mergulham no mar."
Vitorino Nemésio
Os vários ícones geológicos e geomorfológicos
que cativam os turistas aos Açores.
(Fonte: “Açores: Festas, Romarias e Tradições
2000 Hoje).
O Arquipélago dos Açores apresenta uma grande riqueza e
diversidade paisagística, o designado Património Natural. De entre as várias
componentes desse património, destaca-se a Geodiversidade.
Geodiversidade consiste no conjunto das formações e
estruturas geológicas. Esta variedade de ambientes geomorfológicos originou-se
através de fenómenos geológicos transformadores de energia e de fenómenos de
meteorização e erosão. Desta forma, a geodiversidade mostra relevância
científica, cultural, educativa e económica; por isso é necessário que na “vida
açoriana …(com um) passado telúrico”, haja preservação e conservação deste
elemento, sendo pertinente implementar medidas de geoconservação.
A “Geodiversidade engloba a variedade de ambientes
geológicos, fenómenos e processos activos geradores de paisagens, rochas,
minerais, fósseis, solos e outros depósitos superficiais que constituem a base
para a vida na Terra”.
O Devon Country Council, refere que a geodiversidade
contribui para a qualidade de vida de várias formas:
- Apreciação: pois sabemos que as características
geológicas são apreciadas e admiradas em todo o mundo e que atraem turistas.
- Conhecimento: ao estudarmos estas características, somos
capazes de compreender melhor a evolução e a história do nosso planeta.
- Produtos: esta refere-se à extracção de materiais,
fósseis e minerais para fins comerciais.
- Processos/funções naturais: pois os fenómenos geológicos
naturais providenciam alguns serviços essenciais, como o abastecimento de águas
e a utilização da energia geotérmica.
Desta forma, facilmente concluímos que a geodiversidade é
o elo de ligação entre as pessoas e a sua cultura, e, que é o meio de
interacção da biodiversidade com as diversas formações e estruturas geológicas,
quer isto dizer que, a geodiversidade é o palco para a vida na Terra, onde os
actores são todos os seres vivos.
Assim, as questões relacionadas com a conservação da
Natureza (Bio e Geo) adquirirem grande importância e são promotoras do
desenvolvimento sustentável. Por isso, deve-se ter em conta, a preservação
íntegrada dos valores geológicos e biológicos de uma dada região.
A geodiversidade pode ser considerada um valor a preservar
por várias perspectivas, e alguns estudiosos já criaram uma longa lista de
razões para considerar certas rochas, fenómenos e processos activos geradores
de paisagens valiosas. Assim, a maioria dos valores referidos na literatura
podem ser agrupados do seguinte modo:
- Valor intrínseco/existencial,
- Valor ecológico, e
- Valor social e económico.
O valor da geologia, das paisagens e dos solos para os
humanos, assim como a herança geológica, são os argumentos frequentemente
citados para justificar a geoconservação, e estes são de facto importantes,
embora não sejam os únicos.
A herança geológica abrange todos os elementos de natureza
geológica, enquanto dá, por um lado, significado social, diminui, por outro
lado, o valor intrínseco e ecológico da mesma. O essencial desta definição está
na distinção entre recursos utilizados derivados pela remoção, processamento ou
manipulação dos materiais geológicos através da sua exploração, e, a
conservação deste recurso como o herdamos e no seu estado natural.
Se consideramos que é necessário realçar e proteger a
geodiversidade, facilmente apurámos que esta contribui para o rendimento e
emprego da comunidade local. Mas para quê este valor? Existem várias razões.
Assim, a geodiversidade permite:
- Obter satisfação e bem-estar por parte da população;
- Fornecer produtos, bens e serviços;
- Decidir de forma adequada e sustentável a sua gestão;
- Pesquisar de forma avançada para o desenvolvimento da
ciência e da indústria;
- Conferir um maior conhecimento para os geólogos;
- Ceder mais recursos/materiais para o ensino; e
- Conceder um maior conhecimento da localidade.
A herança geológica, constituída por características
específicas, deverá ter um sistema de valorização, através da sua conservação.
A geoconservação é complementar à bioconservação e pretende conservar os seres
não vivos, sendo eles elementos do ambiente natural que se integram na
conservação da natureza.
A geodiversidade é o suporte fundamental para o
desenvolvimento e evolução de qualquer forma de vida, incluindo a humana, e, é
difícil de compreender que as questões relacionadas com a sua conservação,
raramente são tratadas com o mesmo grau de profundidade que a biodiversidade.
Em termos regionais ainda são poucas as entidades que
estão alertadas para estas questões. Mas, relativamente ao desenvolvimento
turístico, este soube tirar benefício do Património Natural açoreano; apelam
fundamentalmente à apreciação da multiplicidade da herança histórica natural,
utilizando o seguinte slogan: “Azores – the living Nature”; esta é uma forma
evidente de valorização económica e social.
Porém, o valor intrínseco e ecológico da geodiversidade,
apenas aparece salientado ou pela National Geographic Portugal (em Abril
publicou o artigo “Dormindo com o Vulcões, de Gonçalo Pereira) ou pelas
entidades da especialidade, nomeadamente, a Universidade dos Açores, a Agência
Regional de Energia da Região Autónoma dos Açores (ARENA) e de projectos
(GEODIVA, REIA-MAC, INTERREG III B, entre outros).
Pretende-se com este artigo alertar, informar e discutir
esta nossa realidade, para que mais tarde, se possa, mensurar atitudes/valores,
encontrar soluções e desenvolver acções para benefício da biodiversidade e para
a Sustentabilidade da biosfera.
(*)Trabalho desenvolvido no âmbito do Mestrado em Educação
Ambiental.
17 de setembro de 2012
conferência UDL - 10 dias depois
Manifesto para o ensino do Português no Mundo
No seguimento do Congresso Internacional UDL: Inovação na Educação, realizado nos dias 6 e 7 de setembro, em Ponta Delgada, as entidades promotoras desta iniciativa manifestaram a sua preocupação perante a falta de uma estratégia global, fomentadora do idioma luso; a necessidade de formação docente adequada às especificidades dos diversos níveis de ensino e contextos (geográficos, históricos, sociais e linguísticos); e a urgência de criar condições de acesso e de sucesso na aprendizagem da língua portuguesa ao nível mundial. Os académicos e investigadores, perante a situação atual do ensino do português no mundo, alertam para a necessidade de serem levadas a efeito as seguintes ações: 1. sensibilizar e trabalhar em conjunto com a CPLP, por forma a criar mecanismos de cooperação internacional que garantam a formação de docentes universitários, responsáveis pela formação inicial e contínua de professores/as nos respetivos países e comunidades;2. elaborar um plano estratégico a médio e longo prazo, com vista à corresponsabilização dos sistemas educativos e associações profissionais no processo de globalização da aprendizagem do português, ao serviço de todas as manifestações de ensino nos quatro cantos do mundo; 3.criar recursos didáticos em suportes diversos, respeitando a variabilidade inerente às populações estudantis; 4. promover investigação, ao nível do mestrado, doutoramento e pós-doutoramento, na perspetiva prática de resolução de problemas relativos ao ensino da língua portuguesa e culturas lusófonas, incentivando a criatividade, flexibilidade e a inovação nos processos de aprendizagem; 5. aplicar os princípios universais de aprendizagem da leitura e da escrita, no mundo lusófono, como garante da participação ativa nas respetivas comunidades e nos destinos do mundo, aumentando, assim, os níveis de literacia; e 6. atender à necessidade de explorar o idioma luso nas suas múltiplas vertentes, como língua materna, língua oficial, língua de herança, língua 2 e língua estrangeira.
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